Como hoje estreia o novo filme do “Piratas do Caribe”, resolvi fazer um post sobre o brinquedo que deu origem ao filme.
Sim, ao contrário das muitas atrações da Disney que são inspiradas em filmes, no caso de Piratas do Caribe, o brinquedo surgiu primeiro e serviu de inspiração para o filme.
A primeira vez que fui ao Piratas do Caribe, foi em Orlando, em 1996. Na época, o primeiro filme ainda não tinha sido lançado e eu achei meio bobinho. Até era bem feito e, perto de “It’s a Small World” era uma maravilha, mas nada comparado ao “Tower of Terror”, na época, o mais novo lançamento. Sem contar as milhares de vezes que a música parava para tocar a mensagem de “mantenha-se dentro do carrinho, não coloque a mão na água, não é permitido fotografar ou filmar…” (eu estava num grupo de adolescentes brasileiros, calcule quantas vezes ouvimos isso).
Só que, quando eu assisti ao filme, fiquei impressionada com quantas memórias eu tinha ficado daquele brinquedo bobinho: eu lembrava da bota, do cachorro segurando a chave da prisão… sinal de que não tinha sido tão chato.
Daí em 2009, já morando na China, fui a Hong Kong (eu nem queria ir ao parque, mas o marido nunca tinha ido a nenhuma Disney, e acabamos indo) e lá também tinha Piratas do Caribe. Dessa vez já tinha saído o filme e, deram uma arrumada geral na atração, que continuou bobinha mas, né? pra quem gosta do filme, até que foi razoável, principalmente considerando que a Disney de Hong Kong é bem caída.
Mas, o mais importante deste post é que: o Piratas do Caribe na Disney de Paris é diferente. Passamos, marido e eu, em Abril por lá e as atrações me pareceram um pouco mais emocionantes que as dos outros dois parques (ou eu estou ficando velha e medrosa, o que é bem verdade), sendo Piratas de Caribe, o melhor exemplo.

Minha cara de pirata
Primeiro, entramos por um restaurante todo charmoso, na qual não jantamos depois porque servia frutos do mar (piratas, dãh) e era caro. Depois, o barquinho começou uma subida meio íngreme (e eu pensando: ué, não lembro de ter isso nos outros, enquanto o marido soltava um sábio “tudo o que sobe, desce”). E lá fomos nós, passamos o cachorro com a chave na boca (nessa hora o marido lembrou: “ah, é mesmo, parece que eu lembro desse negócio em Hong Kong”).
Até que, heuehueheueeheu, teve a primeira queda. Opa, não tinha isso em nenhum dos outros, eu tenho certeza. Não foi igual à da “Splash Mountain”, por sinal, um dos meus favoritos e que não tem na França, mas foi suficiente pra fazer as crianças que estavam na parte da frente do barco risonhas, falantes, alegres e contentes ficarem quietas. O marido e eu já gargalhando do susto. (Ele repetiu: “tudo que sobe, desce”.)
Daí eu fiz meus cálculos de quanto subimos e falei pro marido: “lá na frente vai ter mais uma queda, né?”. Ele não falou nada, só riu. Eu olhei bem pro barquinho, que não tinha cinto de segurança, e repeti com ele: “tô nessa”. Caímos, (de novo: não foi uma “Splash Mountain”) mas eu assustei de novo (e adorei).
Como a Disney é bem sacana, na maior queda eles tiram uma foto:

Eu agarrando o marido. Olha a cara do bebê ao lado dele.
De todos os souvenirs que vendem na Disney (acredite, são muitos, são lindos, são caros), consegui me segurar e só comprar as fotos dentro das atrações. No Piratas do Caribe foi a mais cara, 20 euros, eles não tinham lá a opção da foto menor e com porta-retrato de acetato, então foi essa, maior com direito a acrílico e tudo.

Caro, mas vale a pena.
Conclusão: Se quiser ir ao Piratas do Caribe com emoção, vá no de Paris.
P.S. Piratas de verdade bebem grog, piratas na disney bebem…

P.P.S. Dá pra habilitar piratês no facebook.
P.P.P.S. Lembrei também de um episódio de Mythbusters especial sobre piratas. O melhor ever.