Uma HQ sobre uma viagem a La Paz

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Convencendo a mocinha da loja do MARGS

Nas andanças por Porto Alegre, resolvi ir ao MARGS, apesar dele não aparecer entre as atrações imperdíveis da cidade. (Todo mundo parece só ter olhos pro Iberê.)

Passei por uma exposição que tinha uma exposição dentro dela. Era fascinante. Ao lado dos quadros do acervo, um que às vezes me alegra, às vezes me entristece… aquele, sabe? O da câmera fotográfica proibida no recinto.

Fui à loja do museu, na tentativa de achar um catálogo da exposição à venda. Moça, eu preciso de um livro com as fotos que eu não posso tirar por mim mesma, não tem? E cartão-postal? Nem cartaz? Não tinha.

E daí que a tal moça da lojinha ficou muito intrigada da minha insistência. É porque eu achei tão interessante, você não achou? E ela fez um sim com uma certa hesitação e falou baixinho como quem tem vergonha que ainda não vira tudo, sabe?

Na minha cabeça a moça fechou a lojinha aquele dia cinco minutos mais cedo e foi ver a tal da exposição. Aproveitou e deu um alô pra guarda do turno da tarde, que deixou ela tirar todas as fotos que ela quis, afinal, era ela das nossas e aquela exposição tava muito boa mesmo.

(A exposição em questão, era de armas feitas dentro de presídios brasileiros. Vocês não tem noção do que o ser humano consegue fazer com tão pouco. Pena que ficam presos às migalhas enquanto poderiam estar devorando muitos pães, com recheio e tudo.)

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Siga o maluco

Olhei no mapa e a padaria ficava a algumas quadras do hotel onde eu estava.

Fui caminhando e cheguei à rua. Ela não era muito comprida, então não memorizei o número do lugar. Achei que ficava pra esquerda, andei um pouco, o comércio foi acabando, é claro que eu estava errada, era pra direita.

Fiz meia-volta (sempre acho meio estranho fazer meia-volta quando estou andando sozinha, parece coisa de maluco) e, falando em maluco, apareceu um, conversando sozinho, cantarolando, gesticulando.

Desses malucos que existem em todo lugar, ele tinha uma barba de anos e carregava uma caixa de engraxate. Isso ainda existe? Sim, porque sempre podemos contar com os malucos.

Resolvi andar mais devagar pra criar uma distância segura dele. Ele atravessou a rua e, felizmente para mim, um carro deu seta e fez sinal que ia virar. Eu poderia aguardar o carro passar e aumentar a distância entre mim e o maluco mas, o que o motorista fez? Parou e fez sinal para que eu atravessasse, como se estivessemos em outro continente. Muito gentil da sua parte, moço, porém isso me fez atravessar a rua apressada e ficar mais perto do maluco.

Eu ainda tinha que achar a tal padaria. Um olho no maluco, o outro na rua, procurando a bendita.

O maluco ia lá, falando umas coisas ininteligíveis, até que ele parou e entrou em uma porta. Pensei: pronto, achei a tal padaria.

E não é que achei mesmo? Ou melhor, o maluco achou. Na dúvida, siga sempre o maluco.

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Sobre ir à Eurodisney

Segundo o Marido: “Nós já vimos tudo em Paris, tanto é que já fomos até à Eurodisney.”

Ou já vimos tudo ou we’re doing it wrong.

Talvez um misto dos dois.

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Espólio de viagem – Tailândia

Isso é tudo o que eu trouxe da viagem para a Tailândia:

Foto da newsweek com a Dilma na capa.

Sim, apenas uma revista. E foi comprada na conexão que fiz em Singapura.

Sinal de que a viagem foi boa mesmo.

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Planejamento para Guilin e Yangshuo – cronograma

Guilin é a cidade chinesa onde estão as paisagens pintadas nas aquarelas tradicionais (montanhas e rios) e que aparecem no filme Star Wars 3.

Nós fomos pra Guilin meio no susto, sem ter muito tempo de planejamento e de saber muito o que nos esperava. A sorte foi que, lendo os fóruns do Lonely Planet procurando informação sobre Guilin, descobri a cidadezinha de Yangshuo.

Quanto mais eu lia sobre Yangshuo, mais falavam que ninguém precisa ir a Guilin, pois o melhor de Guilin está em Yangshuo. (O que é verdade, como pude comprovar mais tarde.)

Mas eu tinha que ver uma coisa específica em Guilin, chamada Elephant Trunk Hill. É o cartão postal da cidade e eu estava com isso na cabeça. Fora isso, o melhor acesso à região para nós era por avião pois, mesmo morando na China, ainda é muito longe para ir de trem, e o aeroporto fica em Guilin.

Então fiz o seguinte cronograma:

Primeira noite: Voo (noturno) de Ningbo para Guilin. Traslado do aeroporto até o hotel (1h). Check-in no hotel. Chegar morrendo de cansaço, pedir room service, tomar banho e dormir :)

Segundo dia: Guilin. Ir ao parque Elephant Trunk Hill (Xiang bi shan). Fazer um passeio de bamboo raft lá. À tarde, ir, se der tempo e vontade à Reed Flute Cave (Lu di yan) e ao Seven Stars Park (Qi xing gong yuan). Almoçar

Terceiro dia: Dormir até mais tarde pra descansar das andanças do segundo dia. Fazer check-out. Traslado de Guilin para Yangshuo, de carro (1h). Fazer check-in na pousada em Yangshuo. Descansar. No final da tarde, fazer um passeio de barco no rio Li de Xinping a Yangdi (aqui é onde fica o verso da nota de 20 RMB).

Quarto dia: Acordar cedinho pra ir a ver os terraços de plantação de arroz, Longsheng Dragon’s Backbone Rice Terraces. O passeio dura o dia inteiro.

Quinto dia: Check-out e traslado para o aeroporto de Guilin. Voo de Guilin para Guangzhou. Almoço no aeroporto de Guangzhou. Voo de Guangzhou para Ningbo. Traslado do aeroporto até a nossa casa :)

O cronograma prevê tempo pra: fazer check-in e checkout, almoçar e jantar, deslocamento entre as atrações e as cidades com calma, além de descanso. Eu diria que nem tudo saiu igual ao planejamento, mas que a distribuição foi boa.

O maior erro foi ir aos terraços de arroz a partir de Yangshuo ao invés de Guilin. Se estivéssemos em Guilin economizaríamos duas horas naquele dia (uma de ida e outra de volta) em uma estrada tortuosa.

Fora isso, eu não dormiria até tão tarde em Guilin no dia do traslado. Nós saímos às 11h (sim, dormimos mesmo hahaha) mas poderíamos ter feito isso 1h30 mais cedo, chegaríamos mais cedo em Yangshuo e não seria tão corrido.

Por último, se pudesse eu chegaria também em um voo diurno. Não era uma opção pois de Ningbo, onde moro, só existem voos noturnos para Guilin, e apenas duas vezes por semana, quinta-feira e domingo. Por isso acabamos voltando num voo com parada em Guangzhou, o que adicionou horas a mais na viagem (um saco!). Mas também ganhei a vista de Guilin de cima ao ir embora, com direito a ver os terraços de arroz mais uma vez.

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Guilin: paisagem original da aquarela chinesa

唐·王维

远 看 山 有 色

近 听 水 无 声

春 去 花 还 在

人 来 鸟 不 惊

O poema aí de cima diz mais ou menos assim: olho longe e as montanhas tem cores, ouço de perto e a água não tem som, a primavera já se foi mas ainda existem flores, uma pessoa aproxima-se de um pássaro e ele não tem medo.

Como pode uma coisa dessas? É porque o poeta estava falando de uma pintura, o título do poema.

Além de procurar a terra dos Wookies em Star Wars, também fui para Guilin ver a paisagem original pintada na aquarela chinesa.

É bem fácil encontrar as paisagens das pinturas perto da cidade. O problema é que as cidades na China são sempre tão cheias de gente e, como disse o poeta ali acima, a pintura não tem sons, já a vida real é sempre tão barulhenta. (E não é barulho d’água…)

Aquarela de uma montanhaFoto de montanha em Guilin

Ainda bem que as fotos também não tem som e que já inventaram o fone de ouvido com redução de ruído externo, caso você também queira ir visitar Guilin pra adentrar uma aquarela chinesa.

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Star Wars na China: Kashyyyk em Guilin

Não tive tempo de assistir de novo a Star Wars: Episódio 3 antes de ir a Guilin. Mas o fiz depois de voltar e dá pra ver claramente que a cidade chinesa com suas montanhas e o rio Li serviram de fundo para o filme que mais gosto da trilogia nova.

Cena do filme:

Wookies em Kashyyyk, cena de Star Wars: Episódio 3

Cena da minha viagem:

GuilinAs montanhas de Guilin foram utilizadas como fundo para Kashyyyk, terra dos Wookies. (Para quem não é nerd como eu, o Wookie mais famoso da trilogia é o Chewbacca. Lembraram?)

Mais uma cena do filme:

Kashyyyk, cena de Star Wars: Episódio 3

Mais uma cena da minha viagem:

GuilinEu achava que as montanhas eram mais esbranquiçadas ao fundo porque alguém editou as imagens pra colocar no filme, mas num passeio pelo rio Li, elas aparecem assim mesmo.

Yoda em Kashyyyk, cena de Star Wars: Episódio 3Agora, a minha dica pra quem vai a Guilin procurando Kashyyyk é: vá para Yangshuo.

Isso mesmo, vá para a cidadezinha de mochileiros que fica a uma hora e meia de Guilin.

Em Guilin dá pra ver várias montanhas e o rio, mas foi em Yangshuo que encontrei mais natureza, mais sossego. Não que seja um lugar não-turístico, pelo contrário. Mas foi lá que vi as paisagens mais bonitas. Mais sobre isso num post mais pra frente.

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Piratas do Caribe, s’il vous plaît

Como hoje estreia o novo filme do “Piratas do Caribe”, resolvi fazer um post sobre o brinquedo que deu origem ao filme.

Sim, ao contrário das muitas atrações da Disney que são inspiradas em filmes, no caso de Piratas do Caribe, o brinquedo surgiu primeiro e serviu de inspiração para o filme.

A primeira vez que fui ao Piratas do Caribe, foi em Orlando, em 1996. Na época, o primeiro filme ainda não tinha sido lançado e eu achei meio bobinho. Até era bem feito e, perto de “It’s a Small World” era uma maravilha, mas nada comparado ao “Tower of Terror”, na época, o mais novo lançamento. Sem contar as milhares de vezes que a música parava para tocar a mensagem de “mantenha-se dentro do carrinho, não coloque a mão na água, não é permitido fotografar ou filmar…” (eu estava num grupo de adolescentes brasileiros, calcule quantas vezes ouvimos isso).

Só que, quando eu assisti ao filme, fiquei impressionada com quantas memórias eu tinha ficado daquele brinquedo bobinho: eu lembrava da bota, do cachorro segurando a chave da prisão… sinal de que não tinha sido tão chato.

Daí em 2009, já morando na China, fui a Hong Kong (eu nem queria ir ao parque, mas o marido nunca tinha ido a nenhuma Disney, e acabamos indo) e lá também tinha Piratas do Caribe. Dessa vez já tinha saído o filme e, deram uma arrumada geral na atração, que continuou bobinha mas, né? pra quem gosta do filme, até que foi razoável, principalmente considerando que a Disney de Hong Kong é bem caída.

Mas, o mais importante deste post é que: o Piratas do Caribe na Disney de Paris é diferente. Passamos, marido e eu, em Abril por lá e as atrações me pareceram um pouco mais emocionantes que as dos outros dois parques (ou eu estou ficando velha e medrosa, o que é bem verdade), sendo Piratas de Caribe, o melhor exemplo.

Barco do Piratas do Caribe na Disney de Paris e eu, tentando fazer cara de pirata.

Minha cara de pirata

Primeiro, entramos por um restaurante todo charmoso, na qual não jantamos depois porque servia frutos do mar (piratas, dãh) e era caro. Depois, o barquinho começou uma subida meio íngreme (e eu pensando: ué, não lembro de ter isso nos outros, enquanto o marido soltava um sábio “tudo o que sobe, desce”). E lá fomos nós, passamos o cachorro com a chave na boca (nessa hora o marido lembrou: “ah, é mesmo, parece que eu lembro desse negócio em Hong Kong”).

Até que, heuehueheueeheu, teve a primeira queda. Opa, não tinha isso em nenhum dos outros, eu tenho certeza. Não foi igual à da “Splash Mountain”, por sinal, um dos meus favoritos e que não tem na França, mas foi suficiente pra fazer as crianças que estavam na parte da frente do barco risonhas, falantes, alegres e contentes ficarem quietas. O marido e eu já gargalhando do susto. (Ele repetiu: “tudo que sobe, desce”.)

Daí eu fiz meus cálculos de quanto subimos e falei pro marido: “lá na frente vai ter mais uma queda, né?”. Ele não falou nada, só riu. Eu olhei bem pro barquinho, que não tinha cinto de segurança, e repeti com ele: “tô nessa”. Caímos, (de novo: não foi uma “Splash Mountain”) mas eu assustei de novo (e adorei).

Como a Disney é bem sacana, na maior queda eles tiram uma foto:

Marido e eu, caindo no Piratas do Caribe

Eu agarrando o marido. Olha a cara do bebê ao lado dele.

De todos os souvenirs que vendem na Disney (acredite, são muitos, são lindos, são caros), consegui me segurar e só comprar as fotos dentro das atrações. No Piratas do Caribe foi a mais cara, 20 euros, eles não tinham lá a opção da foto menor e com porta-retrato de acetato, então foi essa, maior com direito a acrílico e tudo.

Nota fiscal da foto.

Caro, mas vale a pena.

Conclusão: Se quiser ir ao Piratas do Caribe com emoção, vá no de Paris.

P.S. Piratas de verdade bebem grog, piratas na disney bebem…

Barril de grog na Disney = Coca-Cola

P.P.S. Dá pra habilitar piratês no facebook.

P.P.P.S. Lembrei também de um episódio de Mythbusters especial sobre piratas. O melhor ever.

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#FotoDeViagem #CASTELOS

Toda sexta tem #FotoDeViagem no twitter e hoje o tema é #CASTELOS. Tô gostando tanto disso que acho que vou aproveitar e fazer um post toda sexta, só de fotos.
As de hoje:

Castelo da Disney Paris

Semana passada (2011), eu estava no castelo da Bela Adormecida na Disney de Paris. A moldura é uma cortesia da estação de trem na Main Street.

Castelo na Disney de Hong Kong

Castelo da Bela Adormecida na Disney de Hong Kong, 2009.

Castelo Neuschwanstein

Castelo Neuschwanstein, aquele que serviu de inspiração pra Walt Disney fazer os dois acima. Alemanha, 2008.

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